Riscos da cirurgia torácica: complicações e prevenção

Postado em: 27/03/2023

Atualizado em 8 de outubro de 2026. Por Dr. Caio Augusto Sterse da Mata · MÉDICO · CRM-SP 124.698 · RQE 123726 (Cirurgia Torácica)

Em resumo

Os riscos da cirurgia torácica incluem sangramento, infecção, dor, vazamento de ar do pulmão e arritmias, segundo a MedlinePlus. O risco de cada paciente depende do problema tratado, da extensão da operação e da saúde prévia. Parar de fumar e informar todos os medicamentos em uso fazem parte do preparo orientado pela equipe.

Neste artigo

Toda cirurgia envolve riscos, e as cirurgias no tórax não são exceção. Conhecer os riscos da cirurgia torácica, saber o que a equipe faz para reduzi-los e entender o que depende de você ajuda a tomar uma decisão com mais clareza.

Este artigo reúne o que as fontes médicas descrevem sobre as complicações possíveis, o preparo e o pós-operatório. A página do cirurgião torácico explica como é a atuação nessa área.

Quais procedimentos fazem parte da cirurgia torácica?

Segundo a MedlinePlus, biblioteca de saúde da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a cirurgia pulmonar é feita para reparar ou remover tecido do pulmão. A lista de motivos inclui biópsia de crescimentos desconhecidos, tratamento de pneumotórax e de acúmulo de sangue ou pus na pleura, remoção de tecido lesado por enfisema e outras doenças.

A operação pode ser feita por cirurgia aberta, a toracotomia, ou por videotoracoscopia, com cortes pequenos e uma câmera. O texto sobre técnicas de cirurgia torácica explica a diferença entre elas.

Toda cirurgia torácica tem risco de complicações?

Sim, como em qualquer cirurgia de grande porte. A MedlinePlus lista, entre as complicações possíveis da cirurgia pulmonar:

  • pulmão que não volta a se expandir como esperado;
  • lesão do pulmão ou de vasos sanguíneos;
  • necessidade de manter o dreno no tórax por mais tempo;
  • dor;
  • vazamento de ar do pulmão por tempo prolongado;
  • acúmulo repetido de líquido na cavidade do tórax;
  • sangramento e infecção;
  • arritmias cardíacas;
  • lesão do diafragma, do esôfago ou da traqueia;
  • óbito, que a fonte inclui entre as possibilidades.

Ter uma lista de riscos não significa que todos vão ocorrer. Ela existe para que o paciente e o cirurgião conversem sobre cada um antes da operação.

O risco é o mesmo para todos os pacientes?

Não. O risco de complicações varia de paciente para paciente. Segundo a MedlinePlus, o resultado depende do tipo de problema tratado, da quantidade de tecido pulmonar removida e do estado geral de saúde antes da cirurgia. Por isso, nenhum texto calcula o risco individual: ele é avaliado na consulta pré-operatória.

Ainda segundo a MedlinePlus, vale informar à equipe todos os medicamentos, vitaminas e suplementos em uso, o consumo de álcool acima de uma ou duas doses por dia e qualquer doença na semana anterior à cirurgia, como resfriado, gripe ou febre. Essas informações entram na avaliação do risco.

Como reduzir os riscos antes e depois da cirurgia?

Antes da cirurgia

A MedlinePlus orienta que quem fuma pare várias semanas antes da operação, e o texto sobre cirurgia torácica e tabagismo detalha esse cuidado. A página também informa que medicamentos que afetam a coagulação, como aspirina, ibuprofeno e varfarina, podem precisar ser suspensos, e quem decide isso é o médico: não interrompa nenhum remédio por conta própria.

Doenças de base, como as do coração e a diabetes, também devem ser comunicadas e acompanhadas, porque entram no planejamento da cirurgia.

Depois da cirurgia

Segundo a MedlinePlus, a equipe incentiva levantar e caminhar cedo, usa drenos no tórax, meias de compressão e medicamento para prevenir coágulos, e controla a dor. Os exercícios de respiração profunda ajudam a prevenir pneumonia e a reexpandir o pulmão operado.

Depois da alta, as consultas de acompanhamento permitem verificar a recuperação, e o texto sobre recuperação após uma cirurgia torácica traz mais detalhes dessa fase.

Quando procurar atendimento depois da cirurgia?

Procure atendimento se, depois da alta, surgirem febre, dor que aumenta, vermelhidão ou secreção no local do corte, falta de ar que piora ou dor e inchaço em uma das pernas. Em caso de falta de ar intensa ou dor forte no peito, procure imediatamente um serviço de emergência.

Essas orientações são gerais. Na alta, o cirurgião entrega as instruções específicas para o seu procedimento, e elas valem mais do que qualquer texto de internet.

Perguntas frequentes sobre os riscos da cirurgia

A videotoracoscopia tem menos riscos?

A MedlinePlus afirma que a cirurgia videoassistida leva a bem menos dor e a recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta. Quanto aos riscos, cada técnica tem os seus, e em alguns casos é preciso converter para cirurgia aberta durante a operação.

Fumar aumenta os riscos da cirurgia?

A MedlinePlus recomenda que o fumante pare de fumar várias semanas antes da cirurgia. O histórico de tabagismo deve ser informado à equipe, porque faz parte da avaliação pré-operatória.

Quanto tempo dura a internação?

Segundo a MedlinePlus, a maioria das pessoas fica internada de 5 a 7 dias após a toracotomia aberta, e na cirurgia videoassistida o tempo tende a ser menor. É uma média, e a sua previsão depende do procedimento e da sua evolução.

Agende uma consulta para avaliar os riscos do seu caso

Se você tem uma cirurgia torácica indicada e quer entender os riscos e o preparo no seu caso, agende uma consulta comigo para conversarmos antes de qualquer decisão.

Dr. Caio Augusto Sterse da Mata
MÉDICO · CRM-SP 124.698 · RQE 123726 (Cirurgia Torácica)

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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